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Furtiva

Vivo-te furtiva

habitando um teu indício

como se houvesse outras de ti.

És insígnia do medo e da ternura,

da desordem de vazios vibrantes,

fora, dentro e sempre, da loucura.

*

És o extremo da incerteza,

minha morada

que sob a luz selada

tenta-se enigma na ruptura da leveza.

*

Vivo-te furtiva

para atravessar o insensato

até tudo ser de fato

apenas um teu indício.

Ventos

Redemoinho

que sopra em semitom

no meu compasso.

No céu da boca

Quando aqui dentro

é preciso perder o sopro

pra agradecer

o respirar,

 desarrumo o verbo,

desafio a palavra

e invento ares

– pra variar…

Nesse mundo que não é meu

Fosse capaz de viajar

para longe do mundo que me oferecem,

adiante dos prazeres

onde todos se recolhem

e visitar enganos que se bastam,

deixar-me-ia ficar.

.

Nesse mundo que não é meu

arrancaria palavras

ou raízes dos meus ruídos

uns e outros,

todos talvez, e

deixar-me-ia ficar.

 .

Fosse capaz de partir

inocente do perigo,

para fazer brotar da alma

dores que não dizem

a que vem,

deixar-me-ia ficar.

.

Ah, deixar-me-ia ficar

só mais um pouco,

em puro desperdício,

neste ser abstrato

dentro do qual eu verso.

Faltam 02 dias!

“Livros transformam o mundo, livros transformam pessoas” é o tema da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O terceiro maior evento editorial do mundo será realizado na capital paulista entre 9 e 19 de agosto de 2012 no pavilhão de Exposições do Anhembi, e meu livro  “Mira-olho” estará nesse importante acontecimento do universo literário.

A obra será apresentada no stand da Editora Novo Século, localizado na rua H70 – próximo ao espaço infantil. Uma ótima oportunidade de conhecer esse e muitos outros livros de qualidade, para todos os gostos e estilos de leitura.

25

jul
2012

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Literatura
Opinião

By admin

Fiel ao sonho

Picture: Brooke Shaden

O fato é que decidi aventurar-me na escrita! E não só: devo reconhecer que as coisas que leio são para mim muito mais importantes do que as que escrevo. Sim, um lúcido delírio! Simplesmente porque, como disse Jorge Luis Borges, “lemos aquilo de que gostamos – mas não escrevemos o que gostaríamos de escrever, apenas o que podemos escrever”.[1]

O leitor é pessoa mais feliz, já que a leitura é ato sublime e inconsciente em busca da satisfação.

O escritor, por sua vez, sofre de um tormento de dores indizíveis, de uma vocação patológica empenhada em encontrar certo prazer transcendental, perdido nos artifícios da invenção: a felicidade de escrever.

Por sua essência o ato de narrar torna o escritor o algoz e a vítima de si mesmo… Pois sofre de uma espécie de “doença autêntica e completa” [2] que brinca com a ideia, manipula a imaginação e, não obstante os fatos, procura seguir fiel ao sonho.



[1] BORGES, Jorge Luis. “Este Ofício de Poeta ”. Lisboa: Editorial Teorema, 2010.

[2] DOSTOIÉVSKI, Fiodor. “Memórias do Subsolo”. [1864], trad. Boris Schainerdan. São Paulo: Editora 34, 2000.

22

jul
2012

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Cultura
Literatura

By admin

Uma estreia…

“Mira-Olho é um texto escrito de maneira agradável e fluente, com construções eficientes, expressivas e criativas.”

Fiquei muito feliz com as palavras de Lúcia Facco sobre Mira-olho. Para ler a resenha completa clique aqui.

Um romance…

A novel by: Itaciara Poli

Finalmente ficou pronta! Aqui vai a capa de MIRA-OLHO, meu primeiro romance pela editora Novo Século!

O livro já está nas máquinas e o lançamento será em junho no Brasil!

 Para conferir a sinopse é só acessar o meu site.