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26

dez
2011

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Cinema
Opinião

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Potencial mudo



A película “O Artista”, de Michel Hazanavicius, promete ser um dos destaques da próxima edição do Globo de Ouro.

Indicado em seis categorias, a produção franco-belga, que já havia causado furor no badalado Festival de Cannes, de onde saiu com o prêmio de melhor ator para o francês Jean Dujardin, impõe-se de maneira inusitada com suas credenciais anticomerciais, já que se trata de um filme mudo e em preto e branco.

A premiação que acontece desde 1944 pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, é considerada por alguns profissionais do cinema como a mais importante para a categoria, uma vez que incorpora a opinião da crítica e não da própria indústria cinematográfica como ocorre com o Oscar.

No próximo 15 de janeiro poderemos conferir qual será o reconhecimento para este filme, completamente dissociado do padrão blockbuster ao qual estamos acostumados.


The Artist – by Michel Hazanavicius


22

dez
2011

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Libélula

Fotografia: Shikhei Goh

Divulgada a vencedora do concurso fotográfico “Photo Contest 2011″, promovido pela revista National Geographic.

Com uma macrofotografia que chama a atenção pela qualidade técnica e originalidade, o fotógrafo Shikhei Goh conseguiu capturar a belíssima imagem de uma libélula que, durante uma chuva repentina nas Ilhas Rau (Indonésia), resistia para não ser levada pelo vento…

Indo além da diversidade de luzes, a fotografia chamou a atenção dos jurados da NatGeo por conseguir transmitir a sensação de dificuldade pela qual passava o pequeno inseto.

O jurado Amy Toensing, por exemplo, disse que ao olhar para a fotografia, quis dizer para a libélula em apuros: “Segura firme, amiguinha!”

15

dez
2011

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Cultura
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Espaço Vazio

Fotografia: Itaciara Poli

Sem querer ou escolher, algumas vezes sou incomodada por questões suspeitas que se apoderam do meu pequeno espaço no mundo – já tão contraditório por si só. São questões que, quando por acaso nelas tropeço, minhas possibilidades cambaleiam como átomos sem rumo…

Hoje, por exemplo, o que me assedia é a iminente descoberta do tal bóson de Higgs. Não se fala em outra coisa e, por esse motivo, somente com elevadas doses de alienação seria possível ficar indiferente ao assunto. Comenta-se em jornais e revistas de todo o planeta que tal achado representaria um divisor de águas para a humanidade, pois viria para desvendar a origem de tudo.

Não quero e, principalmente, não tenho competência para redigir observações técnicas sobre a chamada “Partícula de Deus”, mas hoje, enquanto vagueava nesse espaço vazio, nessa escuridão central da origem do universo, me deparei com uma indagação meramente filosófica: por que temos a eterna pretensão de criar um sistema de totalidade para a condição humana?

Por que não ousamos admitir a vida como algo impreciso ou inexplicável?

Seja através da religião ou da ciência, por que a interpretação para a minha e a sua vida, para a nossa história e para nossas ambições deve depender sempre de uma análise total, perfeitamente completa do início ao fim?

Daí penso que talvez seja porque hoje, mais do que nunca, estamos sedentos por uma explicação absoluta, por uma razão garantida que concilie nossas crenças, nosso conhecimento e nosso bem-estar. Ou pode ser também por que não aceitamos mais ser como nossos antepassados: pobres ignorantes a viver num maravilhoso estado de graça por nada saberem…

Mas e nós, o que sabemos?

Na verdade, se pararmos para pensar no mais importante, veremos que a nossa história tem a duração de um bater de olhos e que, na prática, de um jeito ou de outro, nós é que somos o quantum elementar do universo, pois o centro de tudo está em nós mesmos.

17

out
2011

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Cultura
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Salve-se quem puder

Fotografia: Itaciara Poli

Estou no escuro e começo a ficar inquieta. Há algum tempo, por entre fatos e relatos, venho tateando o progredir sinuoso de pormenores fatais que não param de distribuir desassossego e estimular o pânico entre todos nós.

Tal sensação deve-se ao fato de uma bruma escura, de ares apocalípticos, chamada “Crise Econômica Mundial”, que permanece sobre nossas cabeças e nos envolve num clima de puro medo e incerteza.

No último final de semana, jornais de todo o mundo noticiaram manifestações de uma juventude indignada, asfixiada por seus sonhos corrompidos e em tensão com o futuro, como se fosse uma marcha forçada de quem agora deve pagar por nossa anuência à corrupção, por fazermos vista grossa para a impunidade e por tolerarmos toda essa ambição desmedida.

Nesse labirinto fraudulento, o cenário é negro e o contrapeso invariável. É que, no intuito de preservar sua sobrevivência, os governantes atuam consoante às variações de conveniência e assim, de um momento a outro, podem nos assegurar que tudo está magicamente resolvido, ou pelo menos protelado.

Um descaramento implacável.

Sabemos muito bem que os mecanismos e estratégias até agora adotados, abundantes e tenazes em atenuar a porcaria explícita do sistema financeiro global, não só se demonstraram desastrados, como também serviram para aumentar a dimensão do problema.

A fragilidade do nosso presente demanda atenção e há razões sérias para nos preocuparmos.

É claro que as poucas linhas gerais deste post não fazem jus a importância e densidade do tema, mas esboçam apenas a minha apreensão em relação aos dias de hoje.

Que estranho presente é esse?

O filho de mil homens

O Filho de Mil Homens (2011)

Para começar bem o outono vou presentear minha estante com o novo romance de Valter Hugo Mãe – “O Filho de Mil Homens”.

Depois de causar grande comoção na Festa Literária Internacional de Parati (FLIP), o escritor lançou o seu quinto romance no dia 24 de setembro, em Lisboa, na companhia de amigos, escritores, jornalistas e de uma magnífica surpresa: a brasilidade de Luis Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura, que estavam de passagem por Portugal e não puderam deixar de prestigiar o singular talento de Valter. 

Confira a sinopse aqui.

Banidos


Já que estamos na Semana dos Livros Censurados (Banned Books Week), a campanha realizada pela ALA (American Library Association) desde 1982, resolvi postar dois dos meus títulos preferidos que aparecem no ranking. Os livros proibidos foram adaptados para o cinema (ainda não tive a oportunidade de ver os filmes) e constam na lista dos dez mais freqüentemente banidos pelas escolas americanas. Pode parecer estranho, mas a censura a livros não ocorre somente em países com restrições religiosas ou políticas… De qualquer modo, não deixa de ser intrigante ver a hipocrisia da censura bater às portas da América, uma das nações que se auto-intitula  extremamente moderna e liberal.

 Adaptação do livro “Psicopata Americano” de Bret Easton Ellis



Adaptação do livro “Lolita” de Vladimir Nabokov

Notas de rodapé

Mary Dinkle by Harvie Krumpet

Devo criar?

Como não é de admirar, a relutância desse tipo de tormento é bastante comum na medida em que ao escrever e mergulhar nas minhas profundidades, observo-me com certo desdém e até ceticismo.  Funciona como um artifício de autodestruição preventiva no qual enuncio a minha mediocridade antes que outros o façam.

E com um pouco mais de atenção e honestidade, percebo que aquela pergunta faço também a eles (os outros), como se o que mais me interessasse fossem as notas de rodapé de suas críticas.

É aí que a criação assume o sabor avinagrado de ser colocada em segundo plano, completamente banida de sua virtude essencial.

Mas a pergunta decisiva permanece e então logo vem a resposta que se resume na amadora apaixonada que vai continuar a espreitar e, sem falsa modéstia, recolher-se ao abrigo do que é verdadeiro ou ao menos tentar.

Só queria poder ter a certeza de não impor como condição nenhum tipo de reconhecimento ou aceitação às minhas brincadeiras débeis de inspiração.

 

 


[1] Rainer Maria Rilke em Cartas a um jovem poeta