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À la Merveille

 O norte-americano Terrence Malick, aclamado diretor, roteirista e produtor de cinema, é uma daquelas pessoas que se tornam famosas por aparecer muito pouco na mídia.

Apesar disso, é impossível que ele passe despercebido pelo público e tanto menos pela crítica, que considera muitos de seus trabalhos verdadeiras obras de arte.

Depois do recente sucesso “Árvore da vida”, o diretor nos propõe o drama romântico “To the Wonder”, explorando o contraste do amor desviado que se afasta lentamente da entrega ao outro, sob a pulsação de angústias e desejos profundos.

Com nuances autobiográficas, o filme mais apaixonado de Malick se desenvolve através do exame minucioso de suas personagens, muitas vezes por meio de monólogos que se confundem entre o consciente e inconsciente.

O drama romântico “To the Wonder” é estrelado por Ben Affleck, Javier Bardem, Rachel McAdams e Olga Kurylenko e chegará às telas brasileiras no dia 12 de abril de 2013.

Confira a sinopse aqui.

 http://www.youtube.com/watch?v=yMu9OsYgvNM

Fé na Festa

 http://www.youtube.com/watch?v=YT-pEtSzDl8

Gil70, a exposição concebida e organizada pelo poeta e designer gráfico André Vallias em diferentes linguagens e suportes, como pintura, vídeo, fotografia, escultura e instalação, todos com inspiração nas canções de Gil ou dedicados a ele. A mostra acontece em São Paulo para celebrar  os 70 anos de vida e 50 de carreira de Gilberto Gil  e vai até o dia 17 de fevereiro no Itaú Cultural.

Quem estiver em Sampa não pode perder!

 

Vacuidade Essencial

Os sinais de uma epidemia do vazio estão por toda parte. Ora, quem prestar atenção à realidade cultural hodierna logo percebe a contaminação desenfreada por um vácuo que nos cerca e faz penetrar em nós, através do comportamento e do discurso, uma espécie de inutilidade fundamental.

Como um hábito social dominante, as taras da multidão são os vetores perfeitos para o vírus da falta de nexo e conteúdo; e são elas a garantir a presença irremediável do nada na modernidade que percorre, paralelamente, caminhos completamente contraditórios.         De um lado, um novo iluminismo repleto de significação e liberdade.       Do outro, a falta de critério que desconstrói o bom senso mediante o esgotamento da vontade de pensar.

Mas esse enfrentamento é especialmente curioso no momento em que somos, desde o nosso nascimento, constantemente possuídos por esse paradoxo arquetípico e sempre muito perturbador, resistente ao espírito, como um estigma que haverá de nos acompanhar a vida inteira.

É evidente que, enquanto espécie pensante e social, estamos enredados num conjunto de particularidades intelectuais, sociais e culturais que, per se, são conflitantes.  E é justamente por isso que permitimos inconscientemente que tais vazios façam parte do nosso cotidiano, sem saber que são instrumentos indispensáveis à sobrevivência de uma civilização. De fato, como dizia Almada Negreiros, “não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura”.

E se toda cultura é repleta de vazios, então não é exagerado dizer que não podemos habitar a vastidão bestial dessa vacuidade, pois não somos superiores a ela e ainda que fôssemos não sobreviveríamos à austeridade da razão.

A certa altura

Fotografia: Itaciara Poli Fotografia: Itaciara Poli

Sobre esses dias

de paisagens acidentadas

basta um sorriso.

A vida é um sopro

in memoriam 

Oscar Niemeyer ( Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907 – Rio de Janeiro, 05 de dezembro de 2012).

 

Samba de Adoniran

 “…só faço samba pra povo. Por isso faço letras com erros de português, porquê é assim que o povo fala.

Além disso, acho que o samba, assim, fica mais bonito de se cantar.”

João Rubinato, vulgo Adoniran Barbosa.

Histórias de Filosofias

Idealizado pelos cartunistas Francois Benoit e Damien Cuypers, “Histórias de Filosofias” é um projeto que vai contrastar a filosofia de diferentes pensadores de uma maneira simples e divertida através de diversos curtas de animação.

A ideia de cada desenho animado se resume ao esquema abaixo que é dividido em duas partes onde dois filósofos defendem suas teorias utilizando o mesmo objeto.

1 Filósofo   +   1 Objeto   +   1 Minuto   =   1 Cartoon

Neste primeiro episódio René Descartes e Friedrich Nietzsche confrontam suas convicções utilizando um lápis.

[Via  Histoires de Philosophies]

No limite

Picture by Fitra Pranadjaja Picture by Fitra Pranadjaja

E o corpo gira

no ponto da histeria.

Fora do eixo

tudo se encaixa

: imaginário!

Venuto al mondo

A partir do próximo dia 08 já podemos conferir no grande ecrã a adaptação de mais uma obra-prima de Margaret Mazzanttini.

Venuto al mondo”, o livro vencedor do Prêmio Campiello 2009 e definido pela própria autora como uma estória que fere, trata-se, na verdade, de uma obra ambiciosa e marcante que nos convida a refletir sobre a esperança da juventude, a decadência das distâncias e, principalmente, o amor absoluto e suas guerras.

O filme, com diversas cenas ambientadas em Sarajevo, propõe-se a sustentar o mesmo impacto do romance em toda a sua crueldade e ternura e conta com uma parceria de grande sucesso, uma vez que o trio Margaret Mazzanttini (escritora), Sergio Castellitto (ator/diretor e marido de Margaret) e Penélope Cruz (atriz) já surpreendeu anteriormente com o filme “Non ti muovere” – um resultado feliz de adaptação literária para o cinema.

O vendedor de sinos

Fotografia: Itaciara Poli Fotografia: Itaciara Poli

Conheço o dialeto do tempo

tal como os sinos

que badalam vãos

ao som do pensamento.

 .

É o único que aprendi

e desde logo a tua ausência.

 .

No espaço de um segundo

é que envelhece o tempo;

concentra em si o mundo,

devora o sentimento.

Confidencial

Picture by Jack Vettriano Picture by Jack Vettriano

Fico contigo

pra não dizer adeus

: é uma secreta elegância.